Espaços confinados, tudo que você precisa saber sobre uso de drones em inspeção industrial!

Engenharia Civil, Inspeção com drones

Equipamento possui uma série de benefícios e ainda minimiza os riscos para o trabalhador que faz inspeções nesses locais.

Quando citamos o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) nas inúmeras atividades dos mais diversos setores, os benefícios mais apontados por quem escolhe esse tipo de equipamento são a economia e o melhor custo-benefício que ele representa. Neste artigo, entretanto, queremos ressaltar outros dois pontos positivos: a segurança e a sua aplicação em ambientes confinados, considerados como ambientes de alta complexidade. Essas habilidades saltam aos olhos principalmente quando o assunto é a utilização dos drones na inspeção de espaços confinados. Esses locais, por serem fechados, geralmente oferecem variados riscos no processo de avaliação e baixo retorno qualitativo nos processos de inspeção convencional.

No Brasil, as discussões sobre a regulamentação da execução desse tipo de trabalho começaram a ser realizadas no início da década de 2000. Atualmente, a atividade é regulada pela NR 33, que estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

 

 

inspeção de espaços confinados

Reprodução: martek-marine.com /Uso de drones traz mais segurança a inspeções em espaços confinados

Riscos dos espaços confinados

Esse tipo de espaço apresenta grandes riscos ao processo de inspeção humanizado, por toda sua complexidade e variam de acordo com o tipo de ativo inspecionado. Há lugares que estão sujeitos a temperaturas elevadas, como chaminés e altos-fornos, por exemplo. Em outros o problema é o risco de explosão. Temos ainda áreas onde existe a presença de gás tóxico e compostos químicos prejudiciais à saúde dos técnicos envolvidos e outras onde o problema é a própria altura, no caso dessas últimas podemos citar porões de carga e tanques de navio.

Os riscos de exposição do trabalhador a espaços confinados são enormes e por esse motivo muitas empresas preferem deixar de lado a criação e manutenção de um programa de inspeção, que auxiliaria em reparos pontuais que se fazem necessários e, consequentemente, traria uma economia de recursos. Em vez disso, o que ocorre é que algumas corporações optam por deixar o equipamento em funcionamento até que algum componente apresente defeito. Comprometendo assim toda planta operacional, com enormes custos de paradas prolongadas.

A diminuição dos riscos para quem precisa inspecionar espaços confinados pode acontecer com o uso de equipamentos de proteção, a criação de meios de acesso que às vezes se fazem necessários, como a montagem de andaimes, por exemplo, e o planejamento das ações. Neste último caso é preciso criar toda uma programação para que as atividades sejam suspensas. A desvantagem disso tudo é que além da grande mobilização que precisa ser feita, incluindo a de pessoal, os custos da paralisação e dos equipamentos geralmente são elevados.

O tempo de parada dos ativos envolvidos e ate mesmo do processo industrial em que o ativo está inserido, muitas vezes tem custos dezenas de vezes maior do que a realização do próprio reparo.

Os drones nos espaços confinados

Diante desse cenário, os drones têm se mostrado como uma excelente opção que alia segurança, eficiência técnica e versatilidade. A substituição da mão-de-obra humana pelos Vants, nesses casos, torna o processo muito mais seguro para o próprio trabalhador e mais ágil para o processo de avaliação. Ao utilizar o equipamento nessas inspeções, as empresas evitam a entrada de funcionários nesses ambientes e, consequentemente, afastam qualquer tipo de risco pala eles.

Capazes de capturar imagens em alta definição de cada componente que faz parte desses espaços confinados, os drones ajudam a analisar possíveis partes com avarias, gastas ou corroídas nos equipamentos. Além da possibilidade de identificação de oportunidade localizada com exatidão do ativo inspecionado, pelo processo de georreferenciamento da avaria apontada. Dessa forma, a avaliação é feita de uma maneira mais criteriosa e eficaz, facilitando a tomada de decisões. Por fim, a mobilidade dos Vants permite que eles acessem praticamente qualquer lugar, coletando dados de qualquer ângulo, o que dá uma versatilidade maior ao trabalho.

No Brasil, a utilização dessa tecnologia na inspeção de ambientes fechados já é uma realidade. A Arcelor Mittal, por exemplo, usou drones pela primeira vez com essa finalidade em 2016. Na unidade de Juiz de Fora (MG) o equipamento foi empregado na captação de imagens durante a reforma dos altos-fornos. Posteriormente começou a ser feita na unidade de João Monlevade (MG) a inspeção de chaminés, redes de gás e também dos altos-fornos.

inspeção de espaços confinados

Elios foi criado pela Flyability para desenvolver trabalhos em ambientes confinados e suporta colisões em velocidades de até 15km/h

 

Dominando o mercado

O Elios é o primeiro drone a resistir a colisões, concebido para inspeções em espaços confinados. O equipamento, que possui pouco menos de 40cm de diâmetro, é capaz de gravar simultaneamente imagens térmicas e RGB em full HD. Com uma estrutura modular que facilita a manutenção, ele é construído em fibra de carbono e é capaz de suportar colisões em velocidades de até 15km/h. Para facilitar as inspeções em ambientes muito escuros, o aparelho possui iluminação de LED para auxiliar no voo, além de baterias que podem ser alternadas rapidamente para garantir a fluidez dos trabalhos.

Fabricante do Elios, a Flyability acredita que nos próximos dez anos haverá um grande desenvolvimento dos drones construídos com o objetivo de facilitar a inspeção em espaços confinados. A expectativa, segundo a empresa, é que os equipamentos consigam coletar dados sem a intervenção de pilotos, facilitando os trabalhos e aumentando a agilidade da tomada de decisões.

 

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